Apanhadão: O projeto que constrói bibliotecas em áreas de vulnerabilidade
PublishNews, Redação, 11/02/2019
E mais: Clube de Autores venderá livros fora do Brasil, Mulherio das Letras em Portugal e o caso do autor mentiroso

A revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios deu destaque na última semana para a Omunga, um negócio social que busca impactar crianças por meio da educação. Roberto Pascoal, criador do projeto, queria mudar o cenário brasileiro onde cinco milhões de crianças vivem em um regime de extrema vulnerabilidade social. Para atingir esse objetivo, Pascoal apostou na construção de bibliotecas em áreas vulneráveis e afastadas do país, como o sertão nordestino. A ideia é identificar uma região de vulnerabilidade, levantar dinheiro, mobilizar voluntários e aí construir uma biblioteca na área. Além disso, o empreendedor social oferece formação aos professores locais para ajudarem os alunos a usarem livros e computadores que ganharam.

Neste final de semana, a Babel adiantou que o Clube de Autores, plataforma de autopublicação brasileira, começará a vender livros fora do Brasil. Segundo a coluna, um acordo com redes de gráficas nos EUA e Inglaterra vai permitir que leitores de qualquer lugar do mundo (que não esteja em guerra) recebam o livro no mesmo prazo pedido para compras e entregas no Brasil: cerca de uma semana. No ano passado, a plataforma registrou crescimento de 30%.

O evento Mulherio das Letras, que tem a escritora Maria Valéria Rezende como uma das idealizadoras, terá sua primeira edição em Portugal, entre 7 e 10 de março também noticiou a Babel. O encontro que é uma ferramenta de discussão e difusão da produção artístico-cultural de autoria feminina terá a participação de nomes como Maria Teresa Horta, Lídia Jorge, Ana Margarida de Carvalho, Rita Taborda Duarte e Ana Paula Tavares.

No Painel das Letras, o destaque foi para o concurso literário do Itaú Cultural que tentou vetar, no item 10 de seu edital, que os textos selecionados atentassem "contra a moral e os bons costumes" — exigência rara em seleções do tipo. Questionada pela coluna, a instituição disse que foi um equívoco e já alterou o regulamento disponível no site. 

Para os fãs de Guimarães Rosa, a Folha anunciou que Grande Sertão: Veredas chega às livrarias no fim do mês pela Companhia das Letras em duas edições, uma comum e outra de luxo e em março, a Global começa a lançar suas edições, com o volume de contos Sagarana. A matéria adiantou ainda que os herdeiros do autor estão finalmente perto de um acordo sobre a publicação de algumas de suas obras e uma vez que haja uma solução sobre o assunto, uma nova rodada de negociações com editoras pode ser feita.

Conhecido pelo best-seller A mulher na janela, Dan Mallory, que assina como A. J. Finn, foi alvo de uma matéria publicada pela New Yorker e que o apresenta como mentiroso compulsivo e manipulador. Na matéria, o jornalista Ian Parker resgata histórias contadas pelo escritor ao longo do último ano, desmente que ele teve um tumor no cérebro, foi operado, teve complicações e se curou; que ele fez dois doutorados; que seu irmão se matou; que seus pais já morreram e por aí vai. Dan Mallory não quis falar com a New Yorker, mas mandou, por meio de sua assessoria de imprensa, um comunicado em que ele comenta como o câncer de sua mãe, durante sua adolescência, foi "uma experiência formadora" e tentou justificar seu histórico de pequenas e grandes mentiras valendo-se de um diagnóstico de bipolaridade recebido um pouco antes de escrever A mulher na janela.

[11/02/2019 06:00:00]