Os livros como refúgio
PublishNews, Redação, 29/03/2018
Obra conta a história de um bibliotecário que encontrou seu lugar no meio dos livros e de uma biblioteca que está com os dias contados

O romance O incêndio (Folhas de Relva, 200 pp, R$ 36), de Alexandre Staut, tem como personagem Antonio, funcionário de uma biblioteca decadente que está prestes a ser desativada. Em seu texto na orelha do livro, Leonardo Tonus explica. “Na obra, o universo dos livros é pretexto para uma viagem literária que coloca em relevo toda a complexidade de nossa banal existência: a camaradagem dos ambientes das salas de aula, nossas frustrações adolescentes, a descoberta da sexualidade e do desejo homoerótico, e, por fim, a paixão pela literatura”. O livro traz dois incêndios. Um real e outro implícito, que diz respeito ao tema da adolescência gay. Entre as cenas da escola, o narrador relembra um tempo perdido em que tenta assimilar o seu desejo pelos colegas em campos de futebol  e em aulas de ciência, e a fuga para os livros.

[29/03/2018 07:00:00]