A 79ª edição da Feira do Livro de Lisboa chegou ao seu final no domingo, 17 de maio, depois de ocupar o Parque Eduardo VII desde o dia 30 de abril. Um público calculado entre 100 mil e 200 mil pessoas visitou a feira nesses 18 dias, que incluíram mais de 200 atividades culturais e somaram mais de 300 horas de programação. Nesta semana, os expositores estão desmontando estandes e arrumando as malas para rumar à cidade do Porto, que terá sua feira entre os dias 27 de maio e 14 de junho, e que regressa à Avenida dos Aliados, após alguns anos no Pavilhão Rosa Mota. Depois de algumas desavenças e discussões, a Feira de Lisboa foi um sucesso, na análise de seus organizadores e participantes. “Desde a sua abertura que o evento registrou elevada afluência e interesse por parte dos visitantes, sendo de realçar o público mais jovem, os leitores do futuro”, comentou Rui Beja, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), acrescentando que "o objetivo de fomentar a leitura e colocar o livro em evidência foi alcançado". Em matéria do jornal Diário Nacional, Rui Beja anunciou que a feira obteve “um aumento entre 10 e 20% em relação a 2008.” Em outra reportagem do Diário Nacional, o jornalista Helder Robalo informa que nenhum editor ou livreiro revela o valor exato dos negócios realizados nas feiras do livro de Lisboa e do Porto, mas no caso do polêmico evento lisboeta essa receita pode ser quantificada em cerca de três milhões de euros; [e outros dois milhões para o evento no Porto]. Uma das exceções ao silêncio do setor é a Porto Editora. Vasco Teixeira, presidente do conselho de administração, adianta que dos 84 milhões de euros faturados em 2007, apenas cerca de 80 mil euros resultaram de vendas realizadas nas feiras de Lisboa e Porto, cujas receitas são praticamente iguais. Para ele, o evento "é uma grande festa do livro", mais do que um evento comercial.






