Um varão para o trono francês
PublishNews, 28/10/2004
França, 1316. Após o enterro do impopular Luís X, supostamente morto por envenenamento, o país embarca em um conflituoso processo de sucessão: pela primeira vez um rei francês morre sem deixar um herdeiro homem. Conforme regem as normas, o trono deve ser preenchido pela filha do casamento de Luís X com Margarida de Bolonha – uma menina de cinco anos acusada de ser fruto de uma relação extraconjugal – ou pela criança que ainda ocupa o ventre de sua segunda mulher, Clemência de Hungria. No entanto, uma violenta sede pelo poder fará com que essa tradição seja rompida. Eis a emocionante trama de A lei dos varões (Bertrand Brasil, 266 pp., R$ 34), o quarto volume da brilhante série Os reis malditos, de Maurice Druon. A partir dessa situação, três parentes do rei morto surgem para reivindicar a posição de regente: seu irmão, o duque de Poitiers, seu primo, o duque de Borgonha, e seu tio, o conde de Valois. Apoiado pelo recém-empossado papa, o incrédulo e ambicioso João XXII, Felipe de Poitiers lança mão de uma polêmica "lei dos varões" para justificar o seu direito à coroa. Tal lei atesta que apenas os descendentes reais do sexo masculino - os chamados varões - seriam capazes de assumir o poder. A série, que teve início em O rei de ferro (volume 1), A rainha estrangulada (vol. 2) e Os venenos da coroa (vol. 3), continua com A loba de França (vol. 5), A flor-de-lis e o leão (vol. 6) e Quando um rei perde a França (vol. 7).
[28/10/2004 00:00:00]