Sin perder la lectura
PublishNews, 13/01/2004
Em 2003, quando a Câmara Argentina do Libro (CAL) divulgou os números da produção editorial no país referentes a 2002, talvez nem um tango de Piazzolla pudesse exprimir a melancolia que conquistava os corações dos editores e livreiros argentinos. O número de títulos novos e reimpressões caíra 25,49% e a quantidade de exemplares de livros impressos desabara 43% naquele fatídico ano de 2002, quando a grave crise política e econômica se agravava no país vizinho. Felizmente, os resultados divulgados na semana passada pela CAL lembram um crescendo de bandoneón interpretando um tango de Gardel em plena Corrientes 348. Afinal, em 2003, o mercado argentino cresceu 13% em relação ao ano anterior, se considerarmos o número de exemplares de livros impressos. Além disso, houve um grande salto no número de lançamentos e reimpressões, pois foram produzidos 13.148 títulos no ano passado, o que representa um aumento de 44% em relação a 2002, quando apenas 9.964 títulos foram lançados. Como a CAL afirma no próprio documento em que divulgou os novos números do mercado, "o livro está recuperando seu lugar na cultura argentina". Ou seja, hay que endurecerse, pero sin perder la "lectura" jamás.
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