Labirintos da Memória
PublishNews, 05/11/2003
A memória não está presa em algum lugar do passado: amarrada nas cordas escuras do balanço no quintal, ou fixa às sombras das antigas árvores. Ao contrário, é tempo presente. Pressupõe movimento permanente na direção óbvia de qualquer fresta, atendendo ao chamado ilusório de portas e janelas. Este é o sentimento que desperta a leitura das obras de Pedro Nava, autor de Baú de Ossos, Balão Cativo, Chão de Ferro e Beira-Mar, essencialmente memorialista que, juntamente com um grupo de modernistas de Minas Gerais fundou em 1925 A Revista. Por ocasião do centenário de nascimento de Pedro Nava e, com o propósito de resgatar e interpretar o intrincado sistema da trajetória de sua escritura, a Professora Edina Panichi, Doutora em Letras pela UNESP/Assis-SP e o Professor Miguel L. Contani, Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, ambos da Universidade Estadual de Londrina-PR, eaboraram Pedro Nava e a Construção do Texto (156 pp., R$ 20), publicado pela Eduel (Editora da UEL, 43-3371-4674) em co-edição com a Ateliê Editorial. Na obra, os autores se propõem a oferecer um panorama do percurso, extraindo ensinamentos da obra de Pedro Nava.
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