Imaginação global
PublishNews, 23/09/2003
Depois de duas décadas em que a globalização foi declarada como destino inevitável da modernidade, começa a estudar-se a variedade de intercâmbios, desencontros e desigualdades que provoca. Não a imaginam do mesmo modo o gerente de uma empresa multinacional, os governantes de países centrais ou periféricos, migrantes multiculturais ou artistas que buscam ampliar sua audiência. Pelo menos é isso que sustenta Néstor García Canclini em seu livro A Globalização Imaginada (Iluminuras, 224 pp., R$ 39). Na visão do autor, somente alguns poucos políticos, financistas e acadêmicos pensam em uma globalização circular. O resto imagina globalizações tangenciais: com os que falam o inglês, com nações da própria região ou em acordos de livre-comércio para se protegerem da concorrência generalizada.
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