Seja você um autor em busca de polimento final para seu manuscrito, uma editora que deseja expandir sua presença global com traduções confiáveis ou quem procura roteiros cativantes na linguagem de quadrinhos, estamos aqui para ajudar
Abre neste sábado (29) a 29ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém, no Pará. Em 2026, a feira — patrimônio cultural e imaterial do estado — terá 199 estandes e a participação de 137 empresas, sendo 65 paraenses, além de nove sebos em um total de 24 mil metros quadrados do Hangar Centro de Convenções. Visitantes podem usufruir da programação das 9h às 21h e entrada na feira é gratuita. Dentre os nomes de destaque da festa estão o paraense Airton Souza, o carioca Jeferson Tenório e a mineira Cidinha da Silva. Durante o processo de montagem, desmontagem e realização do evento, estima-se que cerca de 2 mil empregos foram gerados. A expectativa para a 29ª edição é receber cerca de 450 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 15 milhões de reais com os mais de 100 mil títulos disponíveis para o público. Clique no Leia mais para ler a matéria.
A Feira do Livro de Frankfurt está expandindo sua programação voltada para quadrinhos, mangás e histórias visuais. De 7 a 11 de outubro de 2026, a feira reunirá negociação de direitos e inteligência de mercado com oportunidades de encontro entre fãs, artistas e editoras. Os destaques serão um novo programa profissional, a seção de quadrinhos do Frankfurt Global Network e a programação de palco do Main Matsuri Festival. O Comic Business Centre, no Hall 3.1, vai reunir o mercado internacional de direitos e licenciamento. Trinta e um expositores de dez países apresentarão seus catálogos no local. As vozes literárias e a cultura de quadrinhos e cartuns da Tchéquia, País Convidado de Honra de 2026, também terão destaque na programação do Hall 3.1. Na quarta e na quinta-feira (dias 7 e 8 de outubro), o programa profissional acolhe editores, agentes literários e outros profissionais do setor. O Frankfurt Global Network este ano também é dedicado a editoras de HQs. Clique no Leia mais para ler a matéria completa.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realiza, no dia 3 de setembro de 2026, o seminário "O Livro como Política Pública: Compras, Editais e Impacto Social", voltado ao debate sobre compras públicas de livros, editais e estratégias para ampliar o acesso à leitura nos municípios brasileiros. O encontro será presencial, destinado a convidados, das 9h às 17h, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), e reunirá gestores públicos, especialistas, representantes do mercado editorial e instituições ligadas à educação, à cultura e ao setor público. A programação contará com painéis sobre o futuro das políticas públicas do livro no Brasil, políticas de leitura e bibliotecas, execução e seus desafios nos programas de livro, o marco legal das aquisições públicas de livros, experiências de prefeituras e o papel das entidades representativas nesses programas. Clique no Leia mais para ler a nota na íntegra.
Quando Céline Martin entrou para o Carmelo de Lisieux, na França, após a morte do pai, Luís Martin, levou na algibeira uma máquina fotográfica, presente dele. Artista que se dedicava também à pintura, ela passou a registrar a vida no convento e fez boa parte das fotografias de sua irmã mais nova, Thérèse Martin (1873-1897), que ficaria conhecida mundialmente como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face. Mais de um século depois, parte desse acervo ajuda a contar a história da santa francesa e doutora da Igreja em Santa Teresinha de Lisieux: viver de amor (Paulus Editora), obra que reúne mais de 450 fotografias históricas, muitas delas raras e cuidadosamente restauradas, que acompanham diferentes momentos da trajetória de Santa Teresinha. O livro chega ao Brasil no ano em que a Paulus completa 95 anos de atuação. *Este artigo é um publieditorial do Studio PN. Leia a notícia completa!
O Movimento Indie — iniciativa de Cassia Carrenho voltada ao fortalecimento do ecossistema independente do livro — vai promover uma série de tours profissionais dentro da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi), pensados especialmente para autores e profissionais que querem entender melhor como funciona o mercado do livro. "A ideia nasceu de uma questão que temos trabalhado bastante no Movimento Indie: como fazer com que o autor independente aproveite uma feira como a Bienal não apenas como espaço de venda, lançamento ou encontro com leitores, mas também como uma oportunidade de profissionalização?", explica Cassia. Os tours serão feitos em grupos pequenos, de no máximo dez pessoas, acompanhados por alguém do Movimento Indie. Em vez de simplesmente circular pela feira, cada grupo terá um objetivo e um roteiro. Clique no Leia mais para saber como se inscrever.
O escritor niteroiense Bruno Crispim vem acompanhando de um lugar privilegiado o espaço cada vez maior conquistado por autores brasileiros no mercado editorial. Além de publicar os próprios livros, ele é professor e auxilia a formação de novos escritores, movimento que atribui a uma combinação de fatores que passa pela profissionalização dos autores, pelas plataformas de autopublicação, pelas redes sociais e chega até à macroeconomia. “Quando o global está caro, o local é a solução”, resume ao PublishNews. É nesse cenário que Bruno lança Da morte sua (Faria e Silva), finalista do Prêmio Kindle de Literatura e o seu trabalho mais intimista, no qual aproxima duas experiências aparentemente opostas, o luto e a paternidade, para falar do medo que nasce justamente do afeto. Depois de transitar pelo romance policial, fantasia e suspense, o escritor parte desta vez de uma experiência pessoal para construir uma história que, segundo ele, levou anos até encontrar sua forma definitiva. Leia a entrevista completa e ótima sexta-feira!
A Federação de Grêmios de Editores da Espanha (Federación de Gremios de Editores de España – FGEE) concedeu ao escritor cubano Leonardo Padura o Prêmio Liber 2026 de Autor Latinoamericano de Destaque. O júri destacou sua capacidade de "construir histórias que, baseadas na investigação e na indagação, exploram a verdade, a culpa, a amizade e o peso da história sobre as vidas individuais". Ao longo de sua carreira, Padura recebeu inúmeras distinções, entre elas o Prêmio Café Gijón, o Prêmio Dashiell Hammett, o Prêmio Islas 2000, o Prêmio Brigada 21, o Prêmio Barcino de Romance Histórico e o Prêmio Pepe Carvalho, em 2023. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas. No Brasil, suas obras são publicadas pela Boitempo. Clique e conheça mais sobre o autor.
A editora Atheneu contratando uma nova pessoa para o cargo de assistente de pré-produção. No dia a dia, a pessoa deverá organizar e conferir os originais recebidos, realizar a padronização e adequação de textos conforme o projeto editorial e elaborar briefings editoriais. Entre as exigências do posto de trabalho possuir conhecimento em Pacote Office, especialmente Word e Excel, além de conhecimento básico em produção editorial.
“Apesar de as crianças de hoje serem muito tecnológicas, acredito que os livros sempre serão importantes, têm um valor único para cada momento e época da vida.”
Um realejo que, em vez de música ou bilhetes da sorte, carrega poemas. A estrutura portátil criada pelo poeta, multiartista e agrofloresteiro Anderson Maurício já começou a percorrer unidades públicas de saúde de São Paulo com uma proposta igualmente simples: levar a literatura até onde as pessoas estão. Batizada de Realejo do Cultivo, a intervenção teve três apresentações em agosto, na capital paulista, e ganha nova rodada a partir de 8 de setembro, com circulação prevista até novembro por Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros Especializados em Reabilitação (CER) e Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO). A estrutura itinerante é inspirada nos antigos realejos e foi concebida para ser transportada e instalada em diferentes espaços. Durante a ação, cada participante é convidado a colocar fones com cancelamento de ruído, fechar os olhos e ouvir individualmente um dos poemas declamados por Anderson. Enquanto o texto é narrado, o artista borrifa óleo essencial de manjericão, incorporando o olfato à experiência literária. Leia para se encantar com a proposta do Anderson!
Em suas peças e narrativas, Samuel Beckett (1906-1989) cifrou como ninguém os impasses da arte após a fase heroica do modernismo. Chamava os próprios escritos — marcados pelo cataclismo da Segunda Guerra Mundial —, de work in regress, pois elaborados “a partir de farrapos de linguagem e restos de erudição”, como nota Fábio de Souza Andrade. “Tentar de novo. Falhar de novo. Falhar melhor”, dito de Pra frente o pior (1983), poderia resumir toda a obra beckettiana. Em Sem nem: ensaios beckettianos (Editora 34, 576 pp, R$ 118), o crítico enfrenta o paradoxo com agudeza e erudição. Na primeira parte, O silêncio possível, adota a trilogia do pós-guerra Malone morre, Molloy e O Inominável como lugar privilegiado para analisar a trajetória pregressa e a futura de Beckett. A segunda parte, (S)obras (in)completas: beckettiana brasileira, reúne ensaios sobre diferentes aclimatações da obra do escritor irlandês em nosso país, quer por meio de montagens teatrais, quer por recepções críticas ou traduções.
Disjunção e isolamento (Ateliê Editorial, 352 pp, R$ 122) identifica um movimento não programático mas contínuo na história da literatura brasileira. Escrevendo num país disjuntivo, ou seja, no qual as desigualdades profundas promovem uma experiência social radicalmente fraturada, vários autores procuraram forjar uma forma literária em si mesma disjuntiva. Para caracterizar esse movimento, este livro analisa especificamente a configuração espacial num conjunto de narrativas que vão do final do século XIX ao início do século XXI em que os espaços em que vivem as camadas mais baixas da população – senzalas, cortiços, subúrbios, favelas, ermos rurais, periferias – convertem-se em espaços de isolamento físico e social.
Um leitor não é formado apenas pelos livros que leu. Ele também é feito de espaços vazios, de lacunas. A biblioteca dos livros que não lemos é infinita. Mas ela tem a grande vantagem de ser portátil: podemos carregá-la para todo canto, ela não pesa nada. Já as leituras que fizemos estão sujeitas à lei da gravidade: ficam arquivadas nas estantes poeirentas da nossa casa, ou nas prateleiras muito gastas da memória. Se não for assim, elas voltam ao vazio, se tornam lacunas outra vez. Lacunas (Relicário, 128 pp, R$ 65,90) são como espelhos que refletem as deserções e os caprichos de um leitor. Mas as lacunas da obra de Felipe Charbel também são a imagem de uma utopia, ou a materialização de um desejo: em algum momento do futuro teremos lido tudo o que ambicionamos — os livros que acreditamos que poderemos amar um dia, ou que amamos antes mesmo de passar os olhos por eles.
Publicado originalmente nos anos de 1960, Uma arte média (Vozes, 320 pp, R$ 110) tornou-se um marco da sociologia da cultura ao deslocar o olhar sobre a fotografia do campo estritamente estético e psicológico para o terreno das práticas sociais. Partindo de pesquisas empíricas e análises sociológicas rigorosas, o grupo de pesquisadores coordenado por Pierre Bourdieu investiga como a fotografia se insere no cotidiano, nas relações familiares, nas instituições e nos diferentes grupos sociais. A obra examina os usos sociais da fotografia, suas funções simbólicas e seus códigos implícitos, mostrando como ela participa da produção de distinções, valores e hierarquias. Longe de ser um simples registro neutro da realidade, a fotografia aparece aqui como uma prática socialmente regulada, atravessada por normas, expectativas e disposições de classe. O livro oferece ao leitor instrumentos teóricos fundamentais para compreendê-la como fenômeno social, cultural e histórico.