
Os números finais foram compilados pela Industry Insights a partir de respostas de uma pesquisa com mais de 1.600 editoras reportando o total de US$ 12,3 bilhões em receita. Os US$ 21,2 bilhões restantes foram estimados a partir de extrapolações, modelagem de mercado e pesquisas. Uma das análises extensas dos dados do relatório pago da AAP e que baseia este texto foi publicada no Publishers' Weekly.
Setores que se destacaram
O segmento trade registrou crescimento de 2,7%, chegando a 21,7 bilhões de dólares. O destaque foi o mercado de livros religiosos, cujas vendas cresceram 9,3%, para 2,2 bilhões de dólares. A ficção adulta veio em seguida, com alta de 3,9%, alcançando 7,1 bilhões de dólares.
A não ficção adulta cresceu 1,6%, para US$ 6 bilhões. No segmento infantil e jovem adulto, a ficção avançou 0,9%, chegando a US$ 5,4 bilhões, enquanto a não ficção teve crescimento de 0,3%, para US$ 1 bilhão.
Em unidades, as vendas trade cresceram 0,5%. O resultado foi impulsionado principalmente pelos livros religiosos, que tiveram alta de 8,1%. A ficção adulta foi o único outro segmento trade a registrar crescimento em unidades, com avanço de 1,9%.
Fora do mercado trade, as vendas de materiais didáticos para o ensino superior cresceram 8,5%, alcançando 4,7 bilhões de dólares. Já os materiais destinados à educação infantil e aos ensinos fundamental e médio tiveram queda de 2,5%, para 5,2 bilhões de dólares. O segmento profissional e acadêmico, excluindo periódicos, recuou 1,2%. As editoras universitárias, por sua vez, cresceram 4,9%, movimentando 368 milhões de dólares.
Protagonismo do livro impresso persiste
Os formatos de capa dura e brochura responderam juntos por 73,1% da receita do segmento trade. As vendas de capa dura cresceram 3,9%, para US$ 8 bilhões, enquanto as de brochura avançaram 2%, para US$ 7,8 bilhões.
Destaque negativo da pesquisa, os livros de bolso de grande circulação — os populares mass market paperbacks — continuam em forte declínio: as vendas caíram 29,4%, para US$ 153 milhões. Enquanto isso, os formatos digitais representaram 21,5% da receita trade, praticamente o mesmo percentual de 2024 (21,4%). As vendas de audiolivros digitais cresceram 5,3%, para US$ 2,5 bilhões, enquanto os e-books avançaram 3,2%, para US$ 2,2 bilhões. Foi o segundo ano consecutivo em que os audiolivros digitais superaram os e-books em receita.
Livrarias físicas crescem
As lojas físicas foram o canal com maior crescimento em 2025, com alta de 6%, para US$ 5 bilhões. A análise destaca que a expansão pode estar relacionada, em parte, à abertura de novas lojas da Barnes & Noble e ao crescimento das livrarias independentes. Já o comércio eletrônico permaneceu como o principal canal de vendas, movimentando US$ 11,3 bilhões, alta de 2,9%.
As vendas realizadas por intermediários, principalmente distribuidores e atacadistas, caíram 2,4%, depois de recuos superiores a 11% em 2023 e 2024. A AAP relaciona a queda acumulada, entre outros fatores, ao ritmo mais lento das vendas para bibliotecas e às dificuldades enfrentadas pela Baker & Taylor, que encerrou suas atividades no fim de 2025.
As exportações cresceram 4,1%, para US$ 997 milhões, enquanto as vendas diretas se recuperaram após dois anos de queda, chegando a US$ 365 milhões. Entre 2021 e 2025, as vendas do segmento trade cresceram 17%, acima da alta de 16,4% registrada pela indústria como um todo.






