
Os 50 anos de O beijo da mulher aranha, romance que consolidou o argentino Manuel Puig (1932-1990) como um grande nome da literatura latino-americana, inspiraram o ciclo Manuel Puig: Literatura, Cinema, Tradução e Adaptação, promovido pelo Instituto Cervantes de São Paulo entre os dias 8 e 25 de julho. No programa, exibições de filmes, debates e um clube do livro dedicados às relações entre literatura, cinema e tradução. Tudo gratuito.
A abertura será nesta quarta-feira, 8 de julho, com a exibição de Boquitas pintadas, adaptação dirigida por Leopoldo Torre Nilsson. Antes da sessão, a cineasta Sofía Torre, filha do diretor argentino, vai conversar com o pesquisador Juan Fiorini sobre os diálogos entre literatura e cinema na obra de Puig.
Na quarta-feira seguinte, 15 de julho, o destaque será a exibição de O beijo da mulher aranha, adaptação dirigida por Héctor Babenco e lançada em 1985. Indicado a quatro Oscars, o filme deu a William Hurt a estatueta de Melhor Ator e permanece como uma das adaptações mais reconhecidas da literatura latino-americana para o cinema, estrelado pela brasileira Sonia Braga.
Antes da sessão, o tradutor Sérgio Molina, responsável pela edição do livro homônimo publicado pela Todavia, e Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e amiga de Babenco, vão conversar sobre tradução literária, adaptação cinematográfica e as relações entre diferentes linguagens artísticas.
O ciclo será encerrado no sábado, 25 de julho, com uma edição especial do Clube do Livro do Instituto Cervantes dedicada à leitura e discussão de O beijo da mulher aranha em espanhol.
Publicado originalmente em 1976, o clássico é considerado uma das obras fundamentais da literatura latino-americana do século XX. Rendeu adaptações para cinema, teatro e musical. Neste 2026, voltou às telonas em uma nova versão dirigida por Bill Condon, estrelada por Jennifer Lopez, Diego Luna e Tonatiuh, lançada nos cinemas brasileiros em janeiro.
Realizado pelo Cervantes em parceria com Editora Todavia, HB Filmes e Lasca Produções, o ciclo presta homenagem também a Héctor Babenco (1946-2016), que completaria 80 anos de nascimento este ano e uma década de morte agora, no dia 13 de julho.
Responsável por uma das adaptações mais marcantes da obra de Puig, o cineasta também levou às telas livros como Infância dos mortos, de José Louzeiro, que deu origem a Pixote: A lei do mais fraco; Estação Carandiru, de Drauzio Varella; Brincando nos campos do senhor, de Peter Matthiessen; e El pasado, de Alan Pauls.
Anote na agenda:
8 de julho (quarta-feira), às 19h | Exibição de Boquitas pintadas, seguida de conversa com Sofía Torre e Juan Fiorini.
15 de julho (quarta-feira), às 19h | Exibição de O beijo da mulher aranha, seguida de conversa com Sérgio Molina e Renata de Almeida.
25 de julho (sábado), às 10h | Clube do Livro dedicado à leitura de O beijo da mulher aranha em espanhol.






