
Criado em 2023 em homenagem à escritora americano-canadense Carol Shields (1935-2003), vencedora do Pulitzer em 1993, o prêmio também contempla as demais finalistas com US$ 12,5 mil cada. Além da premiação anual, a Fundação Carol Shields, ativa desde 2012, mantém programas de mentoria, residências e bolsas voltados ao enfrentamento das desigualdades no mercado literário.
Ao anunciar a vencedora, os jurados destacaram a combinação de horror gótico sulista, surrealismo e fantasia presente em Hellions. Presidido pela escritora Carmen Maria Machado, o grupo avaliador afirmou que a obra dialoga com autoras como Angela Carter (1940-1992), Dorothy Allison, Gloria Naylor (1950-2016) e Kelly Link. “Apesar de toda a sua extravagância, há um controle tremendo; Elliott é uma escritora talentosa e fascinante”, registrou o júri em comunicado.
Autora da coletânea The Wilds, elogiada no New York Times Book Review, Elliott foi escolhida entre cinco finalistas. Também concorriam The white hot (One Wordl), de Quiara Alegría Hudes; Cannon (Drawn & Quarterly), de Lee Lai; A guardian and a thief (McClelland & Stewart editou no Canadá, e Knopf nos EUA), de Megha Majumdar; e Lion (New York Review Books), de Sonya Walger.







