
Antes mesmo de a bola rolar em uma Copa do Mundo, existe um ritual que mobiliza milhões de adultos e crianças: o álbum da Copa. Abrir os envelopes, torcer para sair a figurinha que falta, trocar as repetidas e completar o álbum é um ritual que se repete a cada quatro anos. Lançamento da Panda Books, O álbum dos álbuns de figurinhas das Copas, do jornalista Marcelo Duarte, conta a história de todas as coleções já lançadas no Brasil desde 1934. A ideia de contar a história das Copas por meio das figurinhas publicadas no país é inédita no mundo. O livro terá um lançamento com a presença do autor nesta terça-feira (7), `as 18h, no Museu do Futebol (Praça Charles Miller — São Paulo / SP).
Em maio, Duarte vai apresentar o Prêmio PublishNews 2026 ao lado da também jornalista Joyce Ribeiro — a cerimônia será realizada no dia 6 de maio, no Theatro São Pedro, na Barra Funda, em São Paulo (SP). A dupla subirá ao palco do evento, restrito a convidados, para distribuir os 36 troféus desta que será a maior premiação voltada para profissionais do livro no país.
Livros dos álbuns
No Brasil, o hábito de colecionar figurinhas vem do início do século 20. O primeiro álbum de figurinhas do Brasil começou a circular no início dos anos 1900. Era uma publicação da tabacaria Estrela de Nazareth – e cada uma das 60 figurinhas correspondia a uma bandeira de um país. As primeiras figurinhas de futebol apareceram em 1919. O primeiro álbum de Copa do Mundo foi lançado no Uruguai, pelas Balas Glorieta, em 1932. O álbum El Deportista, de 40 páginas, trazia figurinhas de dez times uruguaios, além dos jogadores celestes que conquistaram a medalha de ouro no futebol das Olimpíadas de 1924 e 1928, e também os finalistas da Copa do Mundo de 1930 (Uruguai e Argentina). No final, havia ainda uma página com a Taça Jules Rimet.
As Copas de 1934 e 1938 só tiveram figurinhas avulsas por aqui. Os álbuns de Copas do Mundo começaram a ser publicados no Brasil em 1950 – e o mais especial de todos foi justamente o das famosas Balas Futebol. Vendeu milhares de exemplares, mesmo tendo sido lançado depois da perda do mundial em casa. Dizem que as balas eram horríveis, extremamente açucaradas. Muita gente jogava as balas fora e ficava só com as figurinhas.
Os títulos da Seleção Brasileira de 1958 e 1962 foram decisivos para dar um impulso à produção dos álbuns. Os álbuns com prêmios viraram uma febre. Completar uma página teoricamente dava direito a um prêmio. Não é à toa que esses álbuns quase nunca se completavam. Foi assim que nasceu a expressão “figurinha difícil”, aquela (ou aquelas) que sempre faltava para completar uma página. O livro apresenta álbuns promocionais, álbuns que exaltavam a ditadura militar e até álbuns apócrifos.
Ao longo das 152 páginas de O álbum dos álbuns de figurinhas das Copas, Marcelo apresenta álbuns icônicos, como os da editora Vecchi, o do chiclete Ping Pong e todos da Panini. A editora italiana começou a produzir seus álbuns de Copas em 1970, mas só chegou ao Brasil 2 anos depois, numa parceria com a editora Abril. A partir de 1998, a Panini ficou sozinha e globalizou a publicação, tornando-a uma febre mundial e um negócio bilionário.






