
A edição 2026 da Bienal do Livro Bahia chega em expansão e já se firma como a terceira maior do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Com um dia a mais em relação a 2024, serão sete dias de programação e mais de 170 convidados. Os indicadores de crescimento, no entanto, vão além da agenda cultural e apontam para avanço em alcance, investimento e presença de mercado. O evento será realizado de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador.
Um dos principais destaques está no projeto de Visitação Escolar, realizado em parceria com as secretarias de Educação do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura de Salvador. Para esta edição, o programa contará com um aumento de 45% no investimento em vale-livros, ampliando o acesso de estudantes e professores ao evento.
Na rede estadual, serão distribuídos 10 mil cartões de R$ 100 para alunos e 5 mil para professores, contemplando 250 escolas, com cerca de 40 estudantes por unidade. Já na rede municipal, estão previstos 10 mil cartões de R$ 40 para alunos e 9.028 vales de R$ 60 para professores. Ao todo, a movimentação financeira gerada pela iniciativa chega a R$ 2,44 milhões.
Além do impacto econômico direto para expositores, o programa reforça a dimensão formativa da Bienal, ao ampliar o contato de jovens com livros e incentivar a formação de leitores.
"Esse crescimento é algo que nos deixa muito felizes e seguros de que o nosso trabalho está dando certo, e que o mercado tem progressivamente percebido a importância do evento para se conectar ainda mais com o seu público do Nordeste. E podemos falar o mesmo em relação ao público, que vem crescendo a cada edição. Estamos confiantes de que vem aí mais uma edição histórica!”, analisa Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, ao PublishNews.
Crescem número de editoras e metragem dos estantes

Outro indicador de crescimento é a expansão da área expositiva, que aumenta mais de 25% em relação a 2024. O número de editoras participantes também sobe, passando de 108 para 122, além do crescimento no tamanho médio dos estandes. Entre os retornos confirmados estão casas como Malê, Companhia das Letras, HarperCollins Brasil, Ciranda Cultural e Aleph.
Entre as novidades, a edição 2026 marca a estreia da Planeta e a participação coletiva de 16 editoras reunidas no grupo Compiladas, entre elas Arquipélago Editorial e Dublinense (Porto Alegre); Bazar do Tempo, Cobogó, Ímã, Mórula, Oficina Raquel, Seiva e Tabla (Rio de Janeiro); Ercolano, Fósforo, Lote 42, Nós e Ubu (São Paulo); Relicário (Belo Horizonte); e Solisluna (Salvador).
A Bienal também reforça seu vínculo com o mercado local, com a presença de livrarias e editoras baianas como LDM, Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Arpillera, Raiz, Trem Fantasma, Orama, Studio Palma, Cogito, Leia Bahia e Crazy Animes, a
lém de editoras universitárias da UFBA, UNEB e UCSAL e iniciativas da Fundação Pedro Calmon e da Fundação Gregório de Mattos.






