
A mediação parte dos testemunhos reunidos por Mohammadi, que, entre idas e vindas desde 1998, permanece presa no Irã por sua atuação em defesa dos direitos humanos. No livro, além de seu próprio relato, a autora reúne depoimentos de outras treze presas políticas submetidas a condições de isolamento extremo, muitas vezes sem acusação formal ou julgamento justo.
"Tortura branca é um livro urgente diante dos ataques de EUA e Israel no país, dando início a uma guerra que não sabemos quando irá acabar. Narges Mohammadi é uma das ativistas mais importantes que se encontra ainda presa no Irã. Conhecer sua história e de outras presas políticas nos ajuda a compreender e complexificar o Irã, um dos países mais mal interpretados pelo chamado Ocidente", pontua a tradutora Paula Carvalho ao PublishNews.
O encontro também dialoga com o movimento Mulher, Vida, Liberdade, que ganhou projeção internacional a partir de 2022, e propõe ampliar a compreensão sobre práticas de repressão que atingem especialmente mulheres e “prisioneiros de consciência” no país.






