
Publicado pelo selo Escarlate, da Companhia das Letras, o livro chegará às livrarias na próxima semana, com ilustrações de Lumina Pirilampus — segunda parceria da dupla, após A menina com os pés no chão, finalista do Prêmio Jabuti. Mariana também foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura.
"É claro que eu sonho grande e com Cyber não seria diferente, adoraria ver o livro adotado massivamente em escolas, para poder abrir diálogo com a juventude acerca do tema e, claro, figurar entre finalista de grandes prêmios que lhe trariam visibilidade, mas eu não poderia estar mais feliz e grata com a jornada do livro até agora", diz Mariana ao PublishNews.
Com 216 páginas, a obra projeta uma São Paulo de futuro próximo atravessada pela emergência climática, onde soluções passam menos por promessas tecnológicas e mais pelo manejo da terra, pela gestão de resíduos e pela construção de redes de apoio. Nesse cenário, duas crianças descobrem que a amizade pode ser também uma forma de inventar outros futuros.
Mais do que uma narrativa, o livro se expande em materiais de apoio que convidam o leitor à ação: receitas, jogos, cartilhas e um glossário que apresenta pensadores e pensadoras ligados a novos modos de viver. A proposta é deslocar o leitor da contemplação passiva da crise climática para experiências concretas de transformação.
Na história, Cyber PANC é uma menina extrovertida que possui um dom incomum: ao tocar a terra, faz plantas brotarem. Após a morte da tia, seu poder deixa de funcionar, e ela foge de casa. No caminho, encontra Só Zé, um garoto tímido que vive na comunidade urbana de Minhoquinha. Juntos, atravessam diferentes territórios da cidade em busca de recuperar o poder perdido. E, nesse percurso, descobrem que nenhum superpoder se sustenta fora da vida em comum.
Escritora, roteirista, narrative designer de jogos digitais e pesquisadora, Mariana Brecht é autora de Brazza (finalista do Prêmio São Paulo de Literatura), Labirinto, A menina com os pés no chão (finalista do Prêmio Jabuti) e do romance Foi acabar bem na nossa vez (Rocco, 2025). Foi corroteirista de A Linha, jogo em realidade virtual vencedor do Emmy, e integra, como compositora, o projeto musical Intraterrestres.






