
O livro acompanha as aventuras de Rique, Marina, Dudu, Felipe, Ralf, Peteca e Cuca, um grupo de crianças que passa os dias na beira da represa Guarapiranga, no início dos anos 1970. Sob a orientação dos velejadores Sibylle Buckup e Joerg Bruder, elas descobrem os segredos do vento e da navegação, participando dos primeiros momentos da classe Optimist no Brasil, tradicional categoria da vela infantil.
Narrado em terceira pessoa e marcado por diálogos ágeis, Turma do vento acompanha as descobertas, brincadeiras e desafios da flotilha mirim. Ao longo da história, a autora explora temas como amizade, cooperação, respeito pela natureza e o espírito esportivo, enquanto as crianças experimentam as primeiras sensações de autonomia.
A ideia do livro surgiu durante as celebrações dos 50 anos da classe Optimist no país e também como uma homenagem a Joerg Bruder, tricampeão mundial de vela morto precocemente em um acidente aéreo, e a Sibylle Buckup, figura importante na formação de jovens velejadores.
Renata Lima cresceu convivendo com jovens velejadores que inspiraram a narrativa. "Meus pais velejaram bastante na juventude, nas classes Sharpie, Pinguim e Snipe. Até a minha pré-adolescência, passávamos os finais de semana no clube, nossa turma de amigos era de lá. Quando a classe Optimist começou eu tinha 8 anos e acabei não entrando na primeira turma. Velejei apenas esporadicamente, mas a minha turma eram os meninos da Turma do Vento então pude acompanhar muito de perto todo esse início", recorda a autora ao PublishNews.
É o primeiro livro da dupla, que convive desde a adolescência. "O diálogo com a Renata foi impressionante, a gente se falou todos os dias desde o início do processo. O texto dela é muito incrível, muito gostoso, eu já imaginava as ilustrações conforme ia lendo o texto. E também tomei o cuidado para não gritar com a ilustração, a ideia de duas cores deixa espaço para o texto brilhar. A ilustração valoriza o trabalho da Renata", conta Bel ao PN.






