
O que começou como uma crise logística derivada da pandemia acabou revelando tensões latentes entre as instituições públicas, os patrocinadores privados e a gestão anterior. Os problemas de financiamento e as crescentes demandas dos autores — que exigiam uma remuneração justa por sua participação e maior visibilidade para as minorias no setor — forçaram uma paralisação técnica. O evento criou em mais de 50 edições uma tradição a partir da qual se decidiam muitas das tendências do mercado global de quadrinhos durante o último meio século.
A nova convocatória busca um "arquiteto cultural" para planejar as próximas edições. O edital do projeto sugere um festival que seja mais inclusivo, digitalmente integrado e, sobretudo, economicamente sustentável.






