
Vai começar no sábado, 21 de fevereiro, às 14h, no Clube de Leitura da Sublime (Rua Eduardo Bezerra, 1276 A – Fortaleza / CE); continuará no domingo, 1º de março, às 9h, no Leituras Paralelas (Parque do Cocó – Avenida Padre Antônio Tomás, s/n – Fortaleza / CE); e a experiência terminará na segunda, dia 2, às 11h, no Diálogos Literários, da Biblioteca Banco do Nordeste Cultural CAPGV (Rua Conde d’Eu, 560 – Fortaleza / CE).
Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha Germano, médico cuja trajetória de ascensão social é atravessada por frustrações afetivas, cinismo e inadequação em uma sociedade marcada por racismo, misoginia e hipocrisia. A obra conta com prefácio e blurb de Santiago Nazarian, além de textos de apresentação assinados por Evelyn Blaut e Natércia Pontes.
“Optei por uma estrutura fragmentada e não linear, entrelaçando flashbacks e conduzindo a narrativa por meio de um narrador-personagem falho e contraditório. Ele se expressa através de depoimentos, diálogos e metáforas, explorando elisões, fluxo de consciência e passagens oníricas”, explica o autor, em release enviado à imprensa.
A decisão de concluir o romance veio do receio de que histórias guardadas por anos permanecessem inéditas. “Tive medo que tudo terminasse ali e essas histórias nunca pudessem ser lidas. Foi o evento catalisador para, enfim, dedicar-me a concluir meus projetos literários: o medo do esquecimento”, afirma, na nota.
A narrativa articula crítica social e investigação existencial. “Sim, trata-se de um romance com forte crítica social, mas não se reduz a isso. Sim, flerta com o sentido e a utilidade da existência, mas vai além. Sim, expõe as entranhas da fragilidade e da misoginia do homem moderno, mas não se resume a essa questão. E claro, é também, uma história de amor, mas nunca apenas isso.”
Sobre a história, Santiago Nazarian escreveu: “Através de um personagem falho e misógino, Maurício Mendes reflete muito sobre a relação homem-mulher e as utopias dos relacionamentos. Pautas tão em voga quanto emancipação feminina e racismo são tratadas de maneira original e mordaz, com um excelente apoio de grandes obras da literatura.”
Nascido em Fortaleza em 1970, Maurício Mendes é médico nuclear com mais de 25 anos de atuação profissional e escreve desde a adolescência.






