Escritora misteriosa de ascendência francesa lança romance pela Citadel com novo estilo de literatura erótica
A autora François Alfonse faz sua estreia na literatura com o livro
O melhor lugar do mundo (Citadel, 384 pp, R$ 69,90). A editora de livros, nascida em São Paulo na década de 1980 e que hoje vive em Toulouse, na França, assina com seu pseudônimo uma obra que encantará fãs do realismo psicológico de Ferrante e amantes das histórias sensuais e envolventes de E.L. James, Jodi Ellen Malpas e Christina Lauren. Com estilo narrativo intenso, atraente e vulnerável, Alfonse mergulha em temas emocionais, explora os dilemas femininos e retrata a busca por autonomia e satisfação em sua estreia. A história gira em torno do casal Anna e Richard Coleman. Com uma relação duradoura e aparentemente perfeita, eles veem a cumplicidade ruir com a chegada de um jovem humilde e aspirante a artista. Talentoso e enigmático, Matthew Smith faz florescer em Anna sensações que até então nunca havia experimentado ao longo dos dez anos casada. Enquanto tenta sufocar o desejo pelo rapaz, ela enfrenta a tortura de uma traição que desafia os próprios valores e a faz questionar quem realmente é. Richard, desconfiado de que a esposa estivesse escondendo algo, se voluntaria para o experimento de um amigo cientista. Com a desculpa de acompanhar o ciclo de fertilidade de Anna, ele passa a monitorar as atividades sexuais dela. A obsessão por respostas faz despertar no homem um grau de psicopatia que o leva a implantar o chip de controle em outros casais sem o consentimento deles. Quando descobre a traição da esposa, o enredo se transforma em um jogo mortal para Anna e Matthew. Tomado por um ciúme doentio, Coleman se mostra disposto a qualquer coisa para saciar a sede de vingança — até mesmo matar.