'Se você vier para a Terra' convida o leitor a cuidar do que é seu, do que é da população humana
Se você vier a Terra (FTD, 80 pp, R$ 64 – Trad.: Antônio Xerxenesky), um livro ilustrado, narra a história do garoto Quinn que escreve para um suposto visitante do Espaço Sideral, expondo de maneira lúdica tudo o que acredita ser essencial a seu interlocutor conhecer sobre o planeta Terra. Nessa apresentação, Quinn utiliza o gênero textual carta e descreve a seu destinatário diversos aspectos da vida humana e não humana na Terra, inclusive mostrando como ambas, cultura e natureza, se relacionam. A narrativa é ilustrada por imagens de paisagens físicas e sociais. A autora Sophie Blackall inspirou-se nas milhares de crianças que conheceu durante suas viagens ao redor do mundo pelo Unicef e pela
Save the Children, organização em defesa dos direitos da criança, para criar um deslumbrante guia do nosso planeta. Ela teve a ideia do livro numa dessas viagens, quando estava no alto de uma montanha do Himalaia, no Butão. Sem conseguir conversar com as pessoas do lugar, devido à barreira do idioma, a autora imaginou ter à mão um livro capaz de aproximar as diferentes realidades, em que ela e as crianças pudessem contar como são suas respectivas casas. Um livro que ultrapassasse as fronteiras e unisse as pessoas. Para criar o narrador da história de
Se você vier a Terra, Blackall inspirou-se em um garoto que ela conheceu na Austrália e que já havia morado em diversos países. Quinn representa todas as crianças com quem a autora já teve contato. O livro todo, aliás, apresenta referências desse tipo: amigos, vizinhos, figuras conhecidas de diversas áreas, pessoas que Blackall encontrou pelo mundo. Muitas ideias para a obra surgiram quando a autora passou um tempo com a turma da professora Greta, em uma escola nos EUA.