Muito além de Monteiro Lobato
PublishNews, Redação, 03/01/2019
Antonin Artaud, Zelda Fitzgerald e Maria Olga de Moraes Sarmento da Silveira são alguns dos autores que entraram em domínio público em 2019

Monteiro Lobato, o pai da literatura infantil brasileira, é um dos que entrou em domínio público em 2019
Monteiro Lobato, o pai da literatura infantil brasileira, é um dos que entrou em domínio público em 2019
Desde o dia 1º de janeiro, Monteiro Lobato está em domínio público, podendo a sua obra ser editada por qualquer pessoa que se interessar em fazê-lo. Nas varejistas, já estão à venda edições feitas por casas pouco conhecidas como é o caso da Lebooks, Montecristo Editora, Textos para Reflexão, além das versões que já vinham sendo comercializadas pelos selos da Globo Livros, que detinham os direitos de publicação do autor no país. Mas já há sinalizações de que outras casas preveem para 2019 a edição da obra do clássico brasileiro da literatura infantil.

Antonin Artaud também entrou em domínio público em 2019 | © Agence de presse Meurisse / Wikicommons
Antonin Artaud também entrou em domínio público em 2019 | © Agence de presse Meurisse / Wikicommons
Mas, não é só o velho Monteiro que entrou em domínio público em 2019. A entrada do ano colocou na mesma situação a obra do dramaturgo e poeta francês Antonin Artaud, autor de O teatro e seu duplo e idealizador do Teatro da Crueldade, uma forma cênica baseada na dramatização violenta da atuação visando provocar um transe no espectador.

Apontada como um dos ícones dos anos 1920, Zelda Fitzgerald também entrou em domínio público em 2019. A mulher de F. Scott Fitzgerald (em domínio público desde 2010) é autora de Esta valsa é minha, que vinha sendo publicado pela Companhia das Letras.

Duas precursoras do movimento feminista também caíram em domínio público em 2019. Uma delas é a portuguesa Maria Olga de Moraes Sarmento da Silveira, autora de livros como Problema feminista e A marquesa de Alorna. Ela esteve no Brasil em 1911 para apresentar uma conferência intitulada A mulher na actualidade. Segundo registrou a edição do jornal O Estado de S. Paulo do dia 4 de outubro daquele ano, a conferencista foi aclamada ao fim da sua apresentação. No ano seguinte, ela lançou La patrie brésilienne. A outra foi a escritora, jornalista e dramaturga norte-americana Susan Glaspell. Ela é autora de nove romances e 15 peças, dentre elas Alison´s house, vencedora do Pulitzer em 1930, e Triffles, hoje considerada uma obra-prima do feminismo.

Susan Glaspell, dramaturga feminista, também está em domínio público desde o dia 1º de janeiro | autor desconhecido / Wikicommons
Susan Glaspell, dramaturga feminista, também está em domínio público desde o dia 1º de janeiro | autor desconhecido / Wikicommons

Outra pioneira – só que na fantasia e na ficção científica – que entrou em domínio público é a norte-americana Gertrude Barrows Bennett, apontada como a mãe da fantasia gótica. Entre seus livros – muitos deles assinados com o pseudônimo de Francis Stevens – estão Citadel of fear e Island of nightmares.

Os livros de Prosper Montagne também entraram em domínio público em 2019. O fundador da Larousse gastronomique deixou cerca de 12 livros, incluindo A enciclopédia básica de gastronomia francesa e Le grand livre de cuisine, considerado a sua obra-prima.

[03/01/2019 10:10:00]