
Na conversa, David, apontou que há três principais dificuldades atualmente: o grande número de livros impressos, a maior quantidade de editoras e de títulos disponíveis, e frisou ainda que a impressão por demanda representa o futuro da distribuição.
Além disso, completou dizendo que as editoras devem apostar na publicação simultânea, deixando seus livros disponíveis em todas as plataformas possíveis.
A mesa seguinte reuniu as editoras Gabriella Page-Fort (AmazonCrossing) e Sonia Draga (Sonia Draga Publishing) para falarem sobre a literatura em tradução. “Se você tem o livro certo, não haverá dificuldade com a tradução”, comentou Gabriella, enquanto Sonia destacou a importância de bolsas de tradução como a oferecida pela Feira de Sharjah. O programa de tradução do emirado árabe é dotado de um fundo de US$ 300 mil e, desde o seu lançamento, em 2011, já facilitou a tradução de cerca de 260 títulos, incluindo gêneros como literatura infantil, jovens adultos, ficção, não ficção, ciência, política, gastronomia e história. No ano passado, 41 ganharam o subsídio.
Com essas mesas, foi encerrada a Jornada Profissional da Feira de Sharjah. Como balanço final, o que se percebe é que há uma cautela por parte dos editores internacionais que participaram da programação. Como qualquer negociação, o processo é lento e muitas vezes os resultados não são imediatos. Mas a ida para o outro lado do mundo, pelo menos para os editores brasileiros que embarcaram para Sharjah na missão oficial, fica como um legado positivo. Afinal, sempre importante conhecer um novo mercado, seus potenciais e oportunidades, além de, é claro, ampliar a rede de contatos, que é o que faz a roda girar.
Nesta quarta-feira (1º), a Feira será oficialmente aberta e passará a receber, além de profissionais, os leitores e aí a festa estará completa.