Em 1992, a Operação Mãos Limpas mudou a história política da Itália. Numa investigação grandiosa, a Justiça vasculhou a vida de empresários e políticos envolvidos em escândalos de corrupção que abrangiam a máfia e até o Banco do Vaticano, chegando, inclusive, a provocar o desaparecimento de partidos e o suicídio de alguns condenados. Este momento decisivo serve de contexto histórico para Número zero (Record; 208 pp; R$ 25), trama na qual o escritor e ensaísta Umberto Eco reflete sobre verdades e mentiras, o papel do jornalismo, e reconta, à sua maneira, alguns dos fatos mais misteriosos da história recente da Itália. O leitor acompanha a trama pelos olhos de Colonna, um ghost writer meio fracassado.






