“E se a literatura fosse um animal que arrastamos ao nosso lado, noite e dia, um animal doméstico e exigente, que jamais nos deixasse em paz, que fosse preciso amar, alimentar, levar para passear?” É com esse questionamento que Luís Roberto Amabile apresenta O livro dos cachorros (Patuá, 144 pp., R$ 37), sua segunda coletânea de contos. No prefácio do título, Altair Martins, diz que os cachorros são uma metáfora. “Não é um ‘livro de cachorros’, pelo menos não na acepção dos bichinhos que acompanham o homem”, afirma. “O animal a ser domesticado nessas páginas é um que ainda não aprendeu a se dominar”.






