Desde pequena, Leda foi tímida e sonhadora. Adorava lendas e colecionava mitos. Tendo herdado o interesse, mas não o talento artístico da mãe, tornou-se dona de uma galeria de arte. Já Lola sempre foi decidida e mandona. Obcecada por teatro, escrevia e distribuía papéis entre as amigas. Quando cresceu, virou jornalista. Bonecas russas (Companhia das Letras, 104 pp., R$ 32), de Eliana Cardoso, é a história de Lola e de Leda, mas é também a história de Francisca, mãe de Leda, que a abandonou quando criança, e de outras mulheres. O resultado é um emaranhado de relações que nem sempre são sempre claras, ideais ou mesmo construtivas, mas que vão se desdobrando até a revelação dos mistérios que cada uma dessas mulheres pretendera guardar apenas para si.






