Domar as águas, disciplinar e canalizar os rios, construir sistemas de coleta de esgotos e saneamento e combater as enchentes foram os modos privilegiados de configurar e civilizar a cidade, mas também de segregar seus habitantes a partir de novos espaços roubados aos rios, de constituir hierarquias sociais a partir do acesso desigual aos serviços, de estabelecer novas categorias para a limpeza, a civilização, a ordem e a transgressão. Domando águas – Salubridade e ocupação do espaço na cidade de São Paulo (Alameda, 320 pp., R$ 56), de Fábio Alexandre dos Santos, procura iluminar aspectos fundamentais da história da capital paulistana e sua complexa e contraditória relação com as águas. A obra procura juntar a história econômica e a história social da cidade entre os anos de 1870 e 1930






