Na calada do Reveillon, no último dia do ano, o PublishNews publicou a derradeira lista semanal de mais vendidos de 2010. Como era de se esperar, o ranking de livros mais vendidos na semana do Natal não trouxe quase nenhuma novidade. Os líderes de todas as listas de mantiveram e Ágape (Globo Livros), do padre Marcelo, continua sendo o livro mais vendido. O número total de exemplares vendidos apurado pelo PublishNews, no entanto, subiu mais uma vez para 254.096. As quatro primeiras semanas de dezembro, portanto, apresentaram os seguintes números e crescimento: 130.805, 166.508, 227.570 e 254.096. Como se vê, o efeito das compras do velhinho da Lapônia fez a diferença.
Com a publicação desta lista, fechamos também o mês de dezembro e o ano de 2010. Nos top 10 do mês, estão os já conhecidos Ágape, 1822 (Nova Fronteira), de Laurentino Gomes, e Comer, rezar e amar (Objetiva), de Elizabeth Gilbert. Em ficção, A Cabana (Sextante), de William Young, foi o mais vendido de dezembro. E o autor brasileiro de ficção mais vendido foi Augusto Cury com seu O semeador de idéias (Acadêmia de Inteligência). A Intrínseca emplacou duas primeiras posições no mês: Bilionários por acaso, de Bem Mezrich, em negócios, e A pirâmide vermelha, de Rick Riordan, em infanto-juvenil.
A lista anual é um pouco “café-com-leite”, pois só foram aferidas as vendas a partir da metade de setembro. Mas funcionou como um bom teste para 2011, quando teremos os livros mais vendidos do ano e as editoras com maior número de títulos emplacados na lista. Os primeiros colocados do “ano” são os mesmos que os primeiros colocados em dezembro, com exceção da categoria infanto-juvenil. Nesta lista, o primeiro colocado foi O último olimpiano, também da Intrínseca e também de Rick Riordan. Em ficção nacional, o livro mais vendido da lista anual de 2010 foi A batalha do apocalipse (Verus), de Eduardo Spohr. Dado o grande crescimento das vendas em dezembro, devido ao Natal, é natural que a lista anual parcial seja muito parecida com a de dezembro.
No ranking anual de editoras, uma surpresa. A todo-poderosa carioca Sextante teve como principal concorrente a Record e não a Intrínseca. A Sextante emplacou 32 livros na lista, a Record 27 e a Intrínseca 17. No total, 63 editoras ou grupos editoriais colocaram pelo menos um livro em alguma lista semanal durante o período, o que demonstra a pluralidade do mercado brasileiro.





