Com temas diversificados, a Tarrafa Literária abrangeu desde história geral até livro eletrônico. E os autores não deixaram a bola cair nas mesas. “O livro já nasceu um veiculo perfeito. Por isso, não vai acabar diante das novas tecnologias. Por mais que a gente seja massacrado pelo audiovisual a palavra continua sendo o principal meio de comunicação entre os seres humanos”, comentou Ruy Castro ao ser questionado sobre as novas tecnologias. E com bom humor garantiu que “ler é uma das melhores coisas que a gente pode fazer vestido.” O publicitário André Laurentino estava à vontade na mesa com Milton Hatoun e defendeu o incentivo à leitura nas novelas: “Precisa fazer ‘propaganda’ da leitura. Mostrar pessoas lendo e segurando livros nos filmes e novelas. Ao invés da cena ter um cara com um copo de whisky na mão, que tenha um livro; não precisa nem ler!” Para o filósofo Theo Roos, “escrever é como editar filmes”. Seria por isso que ele é documentarista na TV alemã? Além de um cantor bem razoável...? Na mesa que falava sobre o mar, Tim Winton contou: “Eu escrevo sobre o mar porque eu preciso. Mas no final, também porque eu quero.” Falando sobre ficção, José Roberto Torero foi categórico em dizer que “a gente não consegue ser mais criativo do que a verdade.” Difícil escolher quem se saiu melhor.






