A produção literária brasileira estará em discussão a partir desta quinta-feira, dia 27, em São João del-Rei (Minas Gerais), durante o Felit (Festival de Literatura de São João del-Rei). Nos quatro dias de evento, que se encerra no domingo, dia 30, será prestada uma homenagem a geração dos poetas marginais dos anos 70 através de seu representante máximo, Francisco Alvim. Nesta 3ª edição, seis mesas redondas vão propor discussões sobre a prosa e a poesia. Nesta quinta, às 19h, no Teatro Municipal, Alvim fará a conferência de abertura. A programação seguirá com discussões como “Anos 70 – Panorama de uma década”, Por onde anda a prosa?”, Poesia marginal em Minas Gerais” e “Literatura em educação”. Além das palestras, o Festival contará com o Café Literário, com shows e intervenções poéticas, um espaço multiuso, com exposições da época, o Espaço Criança, com atividades literárias, lúdicas e educativas para crianças entre cinco e 15 anos, uma feira de livros e lançamentos.
Conforme os organizadores do Festival, o jornalista Lúcio Teixeira Carvalho, da Via Comunicação, e Mário Fernando Felipe Ribeiro, da Quarteto Filmes, a ideia é que o Felit não seja apenas mais um evento literário do País. De acordo com ambos, é preciso que o festival produza desdobramentos para a cidade, não apenas como catalisador de saberes, mas também como meio de promoção da cidadania de seus habitantes, em especial crianças e jovens. Nesse sentido, o Festival realiza após cada edição, ao longo do ano, a oficina de Produção Literária Infanto-Juvenil, com estudantes das 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio das redes pública e particular. O resultado da oficina de 2009 é o livro Versos inversos que será lançado no dia 29, sábado, às 19h, no espaço Chico Alvim do Felit.
Durante quatro meses, quinzenalmente aos sábados, 39 alunos das escolas municipais, estaduais e particulares do ensino fundamental e médio se envolveram na escrita e reescrita de poemas que retratam o cotidiano de cada um, sua percepção de mundo, relação humana, o meio ambiente, a política, o amor e suas expectativas de vida. A referência foi a poesia marginal dos anos 70, uma prática poética marcada pelo artesanal por poetas que queriam se expressar livremente durante a ditadura. Esse conceito foi assimilado pelos alunos da oficina do Festival que produziram achados poéticos. Esses e outros poemas poderão ser degustados no livro, que traz em anexo orientações para professores vivenciarem esta experiência com seus alunos.





