Getúlio, o mito
PublishNews, 21/09/2004
Quem foi Getúlio Vargas? Um oligarca com pendores sociais, um revolucionário inesperado, um ditador cínico, um reformador social maquiavélico, um fascista tupiniquim, um homem sedento de poder e sem escrúpulos para conservá-lo, um político do seu tempo com um projeto que mudou o Brasil, um democrata que morreu para lavar a própria honra? Passados 50 anos do seu suicídio, que o tornou mito, o enigma Getúlio persiste. Os historiadores dão conta da sua época. Os sociólogos o esvaziam em conceitos prêt-à-porter. O homem continua múltiplo, sedutor, complexo, contraditório, paradoxal. Um personagem de romance, o romance da sua vida. Getúlio (Record, 434 pp., R$ 44,90), do jornalista Juremir Machado da Silva, é o resultado de três anos de pesquisa em arquivos de documentos históricos, em jornais e em revistas. O autor leu mais de 150 livros sobre o político mais importante da história brasileira e entrevistou 73 pessoas direta ou indiretamente tocadas pela morte de Getúlio, em 24 de agosto de 1954. Um romance biográfico sobre Getúlio Vargas, é claro, não pode deixar de tentar responder às várias questões que já fazem parte da mitologia da História do Brasil contemporâneo: quem foi o mandante do atentado da Rua Tonelero? Por que Getúlio se matou? Que disse Bejo Vargas ao irmão na conversa que precedeu ao suicídio do presidente?
[21/09/2004 00:00:00]