A 14ª Feira Internacional do Livro de Havana reservará 500 metros quadrados para o Brasil, o país convidado de honra. Com o objetivo de preencher esta área, o jornalista Jorge Timossi, vice-presidente do Instituto Cubano do Livro, esteve em terras tupiniquins nos últimos dias. A receptividade dos brasileiros ao convite cubano foi bastante positiva. "Em Brasília, tivemos uma boa acolhida do ministro Gilberto Gil e ele prometeu ir ao encerramento da Feira", comentou Timossi, que também considerou positivos seus encontros com representantes do Congresso, da Fundação Biblioteca Nacional e da Academia Brasileira de Letras. A FBN, por exemplo, pretende lançar duas antologias de autores contemporâneos brasileiros durante o evento: uma de prosa e outra de poesia. Cada uma teria uma tiragem de 2000 exemplares. Segundo Timossi, a presença do Brasil é muito esperada, pois a cultura brasileira é bastante conhecida graças à literatura e às novelas brasileiras. "As ruas ficam vazias na hora das novelas", informa. As autoridades de Cuba estimam que existam 1 milhão de cubanos estudando o português brasileiro por meio de cursos na TV, o que poderia trazer uma boa demanda para livros em português. "Editoras que levarem dicionários terão uma boa venda", acredita o jornalista. Em fevereiro deste ano, a edição anterior da Feira contou com a presença de 43 editoras estrangeiras e 57 editoras cubanas, e mais de 3 milhões de livros foram vendidos. A expectativa para 2005 é de meio milhão de visitantes. Mais informações sobre a Feira podem ser obtidas diretamente com a Câmara Cubana do Livro (Calle 15 No. 602 e/ B y C, Vedado, Plaza de la Revolución, Ciudad de La Habana, Cuba), pelo telefone +537-833-6034, pelo e-mail
cclfilh@cubarte.cult.cu e no site
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