Labortexto lança Carandiru feminino
PublishNews, 04/08/2003
O mundo carcerário sempre teve uma forte relação com a literatura, seja fornecendo panos de fundo para a ficção, relatos para a não ficção ou mesmo autores, que utilizam o tempo da prisão para escrever. No entanto, a porção feminina desse universo ainda carecia de uma boa abordagem, que trouxesse às estantes a realidade dos presídios femininos brasileiros em uma espécie de versão feminina de Carandiru. Mulher Cela Forte (Labortexto, 216 pp., R$ 35), livro que o jornalista Antonio Carlos Prado autografa hoje, 4 de agosto, a partir das 19h, no Bar Balcão, em São Paulo (Rua Melo Alves, 150, tel: 3063-6091), vem justamente preencher esta lacuna do mercado editorial. A obra, fruto de uma experiência de sete anos, começou com um projeto inicial que o autor tinha de montar e dirigir um jornal dentro do sistema carcerário feminino. Após adentrar uma penitenciária pela primeira vez em 1995, não demorou para Antonio Carlos Prado perceber que tudo lá dentro ganhava uma outra dimensão que não aquela das noções preconcebidas com que se pisa uma penitenciária no início de um trabalho voluntário.
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