Tempo, memória e a vida em comunidade
PublishNews, Redação, 18/09/2026
Entre reflexão, educação e esperança, Munduruku insiste na importância de sustentar a vida no presente

No novo título da Coleção Reticências, Ser um bom ancestral hoje (Planeta, 112 pp, R$ 59,90), o escritor, professor e ativista indígena Daniel Munduruku reflete sobre nossa relação com o tempo, a memória e a vida em comunidade a partir da própria vivência e ancestralidade. Ao afirmar o presente como espaço de experiência, aprendizado e responsabilidade, verdadeiro tempo vivo que se constrói na relação com a natureza, com os outros e com as gerações passadas e as que virão, expõe aos leitores um contraste com os futuros que idealizamos e os passados que nos aprisionam. Ao tensionar a lógica linear e produtivista que orienta o mundo contemporâneo — especialmente o ocidental —, o livro evidencia que há outras maneiras de viver e compreender o tempo, em que lembrar é também aprender e viver é um gesto coletivo.

[18/09/2026 07:57:50]