Saga siciliana
PublishNews, Redação, 03/09/2026
Criada entre a ascensão do fascismo e a guerra, em uma Sicília parada no tempo e no espaço, Carlotta aprendeu que a única maneira de evitar o sofrimento é aceitar o próprio destino

Escrito por Milena Palminteri, Como laranja amarga (Record, 406 pp, R$ 74,90 — Tradução: Ivone Benedetti) se passa em Agrigento, 1960. Aos 36 anos, Carlotta acredita estar destinada à solidão. O pai morreu na noite em que ela nasceu, sua adorada babá desapareceu quando ela era pequena e sua mãe sempre foi fria e distante. Criada entre a ascensão do fascismo e a guerra, em uma Sicília parada no tempo e no espaço, Carlotta aprendeu que a única maneira de evitar o sofrimento é aceitar o próprio destino. No seu discreto trabalho no Arquivo Notorial, em meio aos papéis empoeirados, ela encontra um documento devastador: um antigo processo movido por sua avó paterna em que acusa sua mãe de não ter dado à luz a própria filha. Carlotta inicia uma investigação que a levará a confrontar o passado que ela mesma tentou sufocar. Sarraca, 1924. De nada adianta ser jovem e cheia de sonhos se você nasceu na época errada. Em meio à ascensão do fascismo na Itália, a idealista Nardina se casa com o nobre Carlo Cangialosi. Nardina, porém, não consegue engravidar, arrastando o peso da culpa como uma penitência. Já a bela e indomável Sabedda, uma humilde criada, carrega em seu ventre um bebê que não poderá alimentar.

Tags: Record, romance
[03/09/2026 07:10:18]