Correspondência entre Freud e Einstein sobre a guerra
PublishNews, Redação, 30/06/2026
Na correspondência histórica, os dois discutem as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie

Seria possível libertar a humanidade da guerra? Em 1932, diante do avanço das tensões políticas na Europa e do temor crescente de um novo conflito mundial, Albert Einsten fez essa pergunta diretamente a Sigmund Freud. A resposta tornou-se um dos diálogos mais inquietantes da modernidade e um dos documentos intelectuais mais importantes do século XX. Na correspondência histórica, os dois discutem as raízes psicológicas da agressividade, o papel das instituições políticas e os limites da civilização diante da barbárie. O criador da psicanálise argumenta ainda que a violência e a destrutividade não são desvios ocasionais da história, mas forças constitutivas da própria experiência humana. Nesta edição brasileira de Por que a guerra? (Amarilys, 120 pp, R$69), o texto original ganha uma nova tradução, além de também incluir um ensaio de Freud sobre a Guerra, escrito em 1915, e um prefácio crítico do filósofo Luiz Felipe Pondé, que examina a atualidade dessas ideias à luz dos conflitos do século XXI.

[30/06/2026 06:23:30]