
No dia 4 de julho, às 16h, o pintor, desenhista, escultor, cenógrafo e escritor brasileiro Nuno Ramos lança a nova edição do livro Ensaio geral (Telaranha), na Livraria Espelho (Rua Alagoas, 503 — São Paulo / SP). Ensaio geral está em pré-venda com frete grátis pelo site da Telaranha Edições e em breve estará disponível nas livrarias.
O livro foi publicado originalmente em 2007, mas está esgotado há anos. Reúne ideias sobre arte, música, literatura e esporte, somadas a projetos de exposição e de arte pública, roteiros para filmes e relatos memorialísticos. Os textos críticos dividem espaço com anotações, esboços e textos ficcionais, criando uma ambientação que é própria à pluralidade de Nuno Ramos.
“O Ensaio geral tem uma particularidade, é um livro muito pessoal. Eu tentei juntar vários registros de obras nessa categoria ambivalente que é o ensaio”, comenta Nuno.
Na composição dessa obra, o artista brasileiro traz tanto ensaios propriamente ditos — “ensaios com acesso aberto, incompleto, ainda provisório em torno de um assunto”, como ele define — quanto um experimento mais amplo do termo, referente a projetos artísticos inacabados, dos mais variados gêneros.
“Eu tentei alargar esse conceito [de “ensaio”], por isso o nome Ensaio geral. Tentei alargar esse conceito para alguns projetos de exposição, algumas ideias, algumas coisas realmente incompletas, algumas coisas de ordem biográfica, tudo o que tivesse essa espécie de incompletude, que o ensaio, enquanto forma, também tem”, adiciona Nuno.
Ao ser questionado sobre o que mudou do artista Nuno Ramos de 2007 para 2026, o autor responde que a principal diferença é ter tido, de lá pra cá, a possibilidade de realizar muitos de seus projetos artísticos, inclusive um que está presente, apenas como ensaio, no livro. Ainda, o autor adiciona que Ensaio geral reflete muito da essência de seu trabalho artístico.
“Eu acho que esse livro pega uma característica forte de tudo o que eu faço. O meu trabalho inteiro está em estado de ensaio geral, nada tá muito fixo. Nada se fixou muito, mesmo nesse período todo. E eu fui abrindo ainda mais pra outros gêneros, pra outras áreas. Então, o jeitão do livro é um pouco a metonímia, digamos, do resto que eu faço. É isso mesmo, eu trabalho com essa ideia mesmo, das coisas num estado de ensaio, o ensaio como um estado da obra inteira”, diz.







