
A empresária, podcast e apresentadora Lela Brandão emplacou o livro mais vendido da semana 15 a 21 de junho no Brasil — é Vertigem (Sextante), no qual a autora recorre à própria trajetória para apresentar ao leitor um "caminho possível de reconexão com o corpo – sem promessas de alívio definitivo, mas com a honestidade de quem aprendeu a enxergar as armadilhas nas quais não quer mais cair". Segundo a editora, com uma abordagem que toca em questões universais da condição feminina, Lela fala diretamente com a mulher que vive desconectada de si mesma, trazendo reflexões sem medo de fazer perguntas.
Lela Brandão é comunicadora, empresária e criadora do Gostosas também choram, um dos podcasts mais ouvidos do Brasil. É também fundadora e diretora criativa da Lela Brandão Co., marca de roupas que propõe uma nova relação das mulheres com o próprio corpo. Palestrante do TEDx e integrante da lista Forbes Under 30, Lela se tornou uma referência na construção de comunidades engajadas tanto no ambiente digital quanto no offline. Na Lista, o livro está atrás apenas dos álbuns de figurinhas da Copa.
Outra novidade da semana é 1929 (Portfolio-Penguin), de Andrew Ross Sorkin, que aparece na categoria Não ficção especialista. Apoiado em documentos inéditos — como atas confidenciais do FED e um livro de um insider de Wall Street—, o jornalista e escritor reconstrói, cena a cena, como viviam os protagonistas da crise de 1929 e quais decisões tomaram. Segundo a sinopse da editora, Sorkin mostra que a história diz muito sobre a natureza humana: "as pessoas estão sempre desesperadas a acreditar em algo — e não importa quantos alertas sejam emitidos ou leis escritas, elas encontrarão novas maneiras de acreditar que os tempos bons vão durar para sempre". O livro tem tradução de Berilo Vargas, Pedro Maia Soares e Laura Motta.
Na categoria Ficção, são dois novos títulos: Ala D (Record), da best-seller Freida McFadden com tradução de João Pedroso, thriller que se passa na ala psiquiátrica de um hospital; e Persépolis (Quadrinho na Cia), de Marjane Sartrapi, com tradução de Paulo Werneck. Vinte e cinco anos depois da revolução que deu um golpe no no Irã, "com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou", a autora emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. A artista franco-iraniana morreu no dia 4 de junho, aos 56 anos. A informação foi revelada pela família, em um comunicado à Agência France-Presse (AFP). “Marjane Satrapi morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida”, dizia a nota.
Metodologia
A Lista Nielsen-PublishNews de Livros Mais Vendidos traz informações coletadas por meio do sistema da NielsenIQ BookData que monitora as vendas de livros no varejo brasileiro e dá origem ao Painel do Varejo de Livros. A lista apresenta informações apenas sobre livros físicos e o número de exemplares vendidos ao longo do período de sete dias. Integram o universo do BookScan livrarias tradicionais e estabelecidas, como Leitura, Curitiba, Martins Fontes, Travessa e Vila, e os principais e-commerces de livros do Brasil, como Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza. O painel cobre de 60% a 70% do mercado trade no Brasil.







