
A empresa é comandada por Viola Davis, pelo produtor Julius Tennon e pelo empresário brasileiro Maurício Mota, neto do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980), que atua no setor criativo norte-americano há mais de uma década. Segundo os responsáveis pelo projeto, a proposta busca fortalecer a presença de autores afro-brasileiros em um mercado editorial ainda pouco aberto à literatura estrangeira.
“A coleção de livros da Ashé nasceu do amor pelas histórias afro-brasileiras e sua capacidade de revelar a riqueza infinita de seus mundos, experiências e personagens”, afirmaram Viola Davis e Julius Tennon em entrevista a Walter Porto, editor de Literatura da Folha de S.Paulo. “Escolhemos a Todavia como casa para o projeto por causa do trabalho incrível que já fizeram não apenas na edição de livros, mas especificamente na curadoria de histórias, temas e autores afro-brasileiros.”
O primeiro título da parceria será Velha Guarda, novo romance da escritora Lilia Guerra, autora de O céu para os bastardos (2023) e Perifobia (2018). O lançamento está previsto para julho próximo.
“Ter o próximo romance de Lilia Guerra como o primeiro livro da nossa coleção é muito empolgante”, afirmaram Davis e Tennon à Folha. “Porque ela representa o tipo de voz que queremos apoiar e levar ao mundo: alguém que vem de fora dos caminhos tradicionais e criou seus próprios mundos pela escrita.”
A estratégia da Ashé Ventures inclui ainda a publicação de novas edições e a negociação de traduções, buscando ampliar o alcance de escritores brasileiros em circuitos editoriais estrangeiros.







