Superar o fatalismo do desenvolvimento
PublishNews, Redação, 13/04/2026
Contra problemas cada vez mais evidentes, o economista Alberto Acosta resgata o conceito de sumak kawsay, de origem kíchwa, e propõe uma ruptura civilizatória

Um sistema com desigualdades gritantes sobrevive há séculos, com o apoio de milhões e a subordinação de bilhões. As promessas do progresso, feitas há mais de quinhentos anos, e as do desenvolvimento, que ganharam o mundo a partir da década de 1950, não se cumpriram. E não se cumprirão, segundo O bem viver (Elefante, 264 pp, R$ 47 – Trad.: Tadeu Breda), do equatoriano Alberto Acosta. Contra problemas cada vez mais evidentes, o economista resgata o conceito de sumak kawsay, de origem kíchwa, e propõe uma ruptura civilizatória calcada na utopia do "Bem Viver", tão necessária em tempos distópicos, e na urgência de se construir sociedades verdadeiramente solidárias e sustentáveis. Uma quebra de paradigmas para superar o fatalismo do desenvolvimento, reatar a comunhão entre Humanidade e Natureza e revalorizar diversidades culturais e modos de vida suprimidos pela homogeneização imposta pelo Ocidente.

Tags: Elefante
[13/04/2026 08:20:27]