
Podem participar autores brasileiros residentes no país, autodeclarados negros e maiores de 18 anos, com obras inéditas no formato exigido pelo edital. Os textos devem ser enviados com pseudônimo, garantindo avaliação às cegas.
“Decidimos dedicar a edição de 2026 aos contos porque esse formato pode abrir portas para mais escritores. Muitos autores começam experimentando narrativas curtas, e queremos que o prêmio seja também um espaço de descoberta e circulação dessas vozes”, afirma a editora Mariana Warth, em material de divulgação.
O processo de seleção segue em etapas: triagem técnica, leitura por subcomissões e, por fim, avaliação do júri final. Os nomes dos jurados serão divulgados apenas após o resultado, previsto para o segundo semestre. O livro vencedor será publicado pela Pallas em 2027.
Além da publicação, o autor premiado receberá mentoria do escritor Henrique Rodrigues, curador do prêmio e colunista PublishNews, com orientações sobre circulação da obra e inserção no mercado editorial.
Para Cristina Fernandes Warth, o prêmio dá continuidade ao trabalho histórico da editora. “Há décadas trabalhamos para ampliar a visibilidade de autores e pesquisadores que contribuem para a reflexão sobre as culturas afro-brasileiras e africanas. O prêmio é uma forma de continuar esse trabalho, abrindo espaço para novas narrativas e novos escritores”, diz a editora, na nota.
Desde a criação, o prêmio registrou crescimento no número de inscrições, com aumento superior a 200% entre a primeira e a segunda edição.
O primeiro livro vencedor foi água de maré, de tatiana nascimento, que também recebeu o Prêmio Mix Literário – Coelho de Prata. Já a segunda edição consagrou Malhada das Graúnas, de Márcia Moura, que será lançado este ano pela casa editorial especializada na temática afro-brasileira.
No início de abril, o edital completo estará disponível no www.premiopallas.com.br.






