Susan Sontag se debruça sobre diferentes mecanismos de opressão feminina
PublishNews, Redação, 31/03/2026
A autora articula crítica cultural e engajamento político em textos que precedem debates atuais sobre corpo, identidade e poder

A novaiorquina Susan Sontag (1933-2004) foi uma das intelectuais mais singulares e influentes do século XX, com obras e reflexões que se tornaram incontornáveis a todos que buscam compreender a cultura, a estética e a política da era contemporânea. Os textos reunidos na coletânea Sobre mulheres (Companhia das Letras, 184 pp, R$ 84,90, traduzido por Fernanda Abreu) tratam de temas caros à autora, como liberdade e enfrentamento ao fascismo, sob a ótica de gênero. Do estigma do envelhecimento às armadilhas da beleza e da sexualidade, passando pela análise da família, do trabalho e da gramática patriarcal, Sontag articula crítica cultural e engajamento político em textos que precedem debates atuais sobre corpo, identidade e poder. Combinando leitura histórica e olhar filosófico, a autora expõe o "duplo padrão" que marca a vida das mulheres em contraste com a permissividade concedida aos homens. Mais do que um retrato de época, este livro é um chamado à consciência e à resistência intelectual diante das formas sutis de opressão que persistem.

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