
No livro, o neurocientista francês, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, propõe a primeira síntese de vários estudos que confirmaram os perigos reais das telas e alerta os leitores para as graves consequências de continuar a promover sem senso crítico o uso dessas tecnologias. De acordo com os dados compilados no volume, para crianças de 2 a 8 anos de idade, o consumo médio de tecnologias em tela (como smartphones e tablets) é de cerca de três horas por dia. Entre 8 e 12 anos, a média diária gira em torno de cinco horas. Na adolescência, esse número sobe para quase sete horas, o que significa mais de 2,4 mil horas por ano, em plena fase de desenvolvimento intelectual. "Ao contrário do que a imprensa e a indústria da tecnologia costumam difundir, o uso das telas, longe de ajudar no desenvolvimento de crianças e estudantes, acarreta sérios malefícios à saúde do corpo (obesidade, problemas cardiovasculares, expectativa de vida reduzida), ao estado emocional (agressividade, depressão, comportamentos de risco) e ao desenvolvimento intelectual (empobrecimento da linguagem, dificuldade de concentração e memória)", explica a sinopse.
Outro livro que estreou na lista também trata sobre tecnologia, de um outro ângulo. Entendendo algoritmos (Novatec), de Aditya Y. Bhargava, é um guia ilustrado para programadores e curiosos. A obra apresenta uma abordagem acessível sobre esse tópico essencial da ciência da computação, e pode ajudar o leitor a aplicar algoritmos comuns nos problemas de programação enfrentados diariamente.
Embora a onda de livros de colorir tenha arrefecido em relação ao ano passado, um novo volume aparece agora pela primeira vez na categoria Não ficção trade: Cute & Comfy Super Extra (Camelot Editora). Na mesma classificação, estreia Verbos que curam (Astral Cultural), de Marina Repetto, que, segundo a editora, "pode ser lido pela manhã, como um ritual para começar o dia com consciência, ou naqueles momentos em que sentir necessidade de um direcionamento, de uma clareza ou de uma força para seguir adiante".
Entre as editoras, quem segue na liderança do ranking é a Sextante, com 11 títulos entre as diferentes categorias, seguida por Grupo Editorial Record e Intrínseca, com nove cada uma.
Mais vendidos de 2025
Quatro dos cinco livros mais vendidos no varejo brasileiro em 2025 foram livros de colorir: todos da coleção Bobbie Goods, publicada pela HarperCollins Brasil. Os dados fazem parte do consolidado do ano da Lista Nielsen-PublishNews de Mais Vendidos, realizada a partir da solução BookScan, que monitora as vendas de livros em livrarias, e-commerces e supermercados. Juntos, os quatro títulos da coleção venderam mais de 1,5 milhão de exemplares apenas no varejo. O outro integrante no top 5 da “categoria geral” é o devocional Café com Deus Pai 2025 (Vélos), que aparece com a marca de 282 mil exemplares.
Essa lista de 2025 confere os primeiros vencedores confirmados da 10ª edição do Prêmio PublishNews — os três primeiros de cada uma das quatro categorias, bem como o livro do ano. Em 2026, a cerimônia será realizada no dia 6 de maio, uma quarta-feira, no icônico Theatro São Pedro, na Barra Funda, um dos palcos mais tradicionais de São Paulo (SP). O evento chega aos seus 10 anos com novidades e pompa, entre elas a ampliação do público. Serão cerca de 300 convidados, entre lideranças políticas e profissionais do setor do livro, jornalistas e influenciadores — além, claro, dos indicados e vencedores em mais de 15 categorias.
Em agosto de 2025, o PublishNews anunciou uma mudança significativa: naquele mês a fornecedora de dados da Lista de Mais Vendidos do canal deixou de ser a Bookinfo e passou a ser a Nielsen (leia mais aqui). O consolidado do ano, portanto, refere-se exclusivamente a números apurados pela Nielsen ao longo de 2025. Os dados são os mesmos que compõem o Painel do Varejo de Livros no Brasil, parceria do instituto de pesquisa com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).






