
O projeto, anunciado há quase um ano, tem curadoria da editora e fundadora da Nós, Simone Paulino, que pensa no selo como um “desdobramento natural” da editora. “A rigor, ele já existia porque já vínhamos publicando um ou outro livro para a infância. A diferença é que agora ele ganha corpo e nome”, disse ao PublishNews.
De fato, a Nós já publicou obras de literatura infantojuvenil, como o livro A divina jogada, de José Santos. A ideia agora com o pequeNós é também reimprimir outras obras do gênero que saíram pela editora como Zumbi assombra quem?, de Allan da Rosa e Edson Ikê; Pouco é muito, de Ana Lasevicius e Ionit Zilberman; Menino moleque, poeta serelepe, de Rodrigo Ciríaco e Rogério Coelho; e O mundo de Arturo, de Roberto Parmeggiani e João Vaz de Carvalho.

Junto com A avó adormecida, chegam às livrarias: Vovó virou semente, de Rodrigo Ciríaco e Priwi; De galo em galo, de Paulo Netho e Ana Lasevicius; O menino, o assovio e a encruzilhada, de Afonso Borges e Alexandre Rampazzo; e Sarauzim, de Rodrigo Ciríaco e Isabela Santos.
“Nosso sonho é criar um catálogo sem fronteiras. No qual possam conviver em harmonia livros brasileiros e de todos os lugares do mundo”, explica Paulino. Nesse início, o pequeNós terá no catálogo autores portugueses, italianos e franceses, mas Simone destaca que também quer que o selo seja uma “casa para bons livros, independente da origem de seus autores”.

“Acho que esse é o melhor momento para reinventar possibilidades para o livro e para a infância. Temos um país para reconstruir depois da devastação do desgoverno que vivemos e todo mundo sabe que o alicerce de toda sociedade precisa ser fundado com base na criança. Fazer livros para os nossos pequenos é uma maneira de ajudar a construir um mundo menos cruel”, completa a editora.






