
Também na Folha, nota na coluna Painel das Letras informou que a Flip fez uma proposta inédita para que editoras vendam seus livros em praça aberta. Iniciativas independentes devem erguer tendas em Paraty com apoio do festival, em um movimento que pode mudar a cara do evento. A ideia é atrair iniciativas editoriais que não têm recursos para ocupar uma casa com programação própria durante a Flip, mas que ainda querem ter um lugar ao sol neste que é um dos momentos mais aquecidos do mercado.
No Estadão apareceu a notícia de que a Simon & Schuster lançará no dia 11 de outubro a primeira biografia não autorizada do chef, escritor e documentarista Anthony Bourdain, que se suicidou num quarto de hotel francês em 2018. O livro retrata Bourdain, uma estrela televisiva, como um homem que no final da vida estava isolado, injetando esteroide, bebendo até cair e visitando prostitutas. Nesta fase dolorosa, ele praticamente desapareceu da vida de sua filha de 11 anos. Down and out in Paradise: the life of Anthony Bourdain tem capítulos crus e angustiados dos últimos dias do chef, como seus contatos derradeiros com a mulher, a atriz Daria Argento, e sua ex, Ottavia Busia-Bourdain Abu, sua esposa por 11 anos, que após a separação, em 2016, tornou-se sua confidente.
Na coluna Um livro por semana, também no Estadão, Maria Fernanda Rodrigues falou de A face serena (Penalux), reunião de contos sobre vida e morte de Maria Valéria Rezende, autora de Quarenta dias e Outros cantos. Na epígrafe do volume, a escritora evoca George Simmel, Julio Cortázar e Dom Sebastião para preparar o leitor para seus contos e reafirmar que o destino é a morte, e que ao fugir dela caminhamos ao seu encontro, algo que não é preciso temer.
Outro livro que foca uma personalidade midiática morta há pouco tempo foi destaque no Globo. Madly, deeply: Alan Rickman diaries (na tradução livre, “Loucamente, profundamente: o diário de Alan Rickman”), que será lançado em 04 de outubro no Reino Unido, traz as anotações do ator que interpretou o papel do professor Severo Snape nas adaptações cinematográficas da série literária Harry Potter. Na leitura de trechos da biografia divulgados pelo jornal The Guardian, fica claro que, nestes textos compilados pela editora Canongate, Rickman revela seus pensamentos sobre a saga, incluindo o que lhe incentivou a continuar o trabalho mesmo quando pensou em desistir. A reportagem do Globo traz muitos trechos da obra. O ator britânico morreu em 2016.
O Valor publicou entrevista com a atriz Vera Holtz, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, com a peça Ficções, que é uma adaptação do diretor Rodrigo Portela para o livro Sapiens: uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari. A obra do historiador e filósofo israelense, lançada pela Companhia das Letras, enfoca a capacidade do homem para inventar histórias compradas pelo coletivo. Noções de Estado, religião, economia e comportamento são discutidas no livro que foi publicado no Brasil pela primeira vez em 2015, quando a atriz, encantada com a obra, saiu presenteando dezenas de amigos com o volume. "Harari me levou a uma reflexão profunda, porque é comum a gente se ver dentro de um sistema inventado pelos outros, que não tem nada a ver com a gente”, diz Vera Holtz. A peça será encenada em São Paulo a partir de janeiro.






