Nicolas, o rei de mentirinha
PublishNews, Redação, 06/02/2018
Editora Unesp lança livro escrito originalmente em 1756 e no qual estão relatadas as peripécias de suposto rei do Paraguai e imperador de São Paulo

Um livro anônimo, publicado em 1756 na Europa, virou sensação à época: o texto obscuro, tido por verdadeiro, conta a história de Nicolas, um trapaceiro espanhol que, depois de tantos golpes e falcatruas, vê-se obrigado a deixar a terra natal e embarca como padre na Companhia de Jesus rumo ao Novo Mundo, onde chega a ser rei do Paraguai e imperador dos mamelucos. A história de Nicolas I, Rei do Paraguai e Imperador dos Mamelucos (Editora Unesp, 132 pp, R$ 32) ganha sua primeira versão em português. “De suas origens modestas na Espanha, Nicolas seguiu os passos de tantos outros personagens da literatura popular da época”, anota a tradutora Fernanda Veríssimo, que também assina o posfácio. “Viveu todas as peripécias e cometeu todas as trapaças de um pequeno bandido de folhetim: roubou pai e mãe, viveu do jogo, fez-se de crente para seduzir viúvas beatas, roubou nas estradas, entrou para a Companhia de Jesus para fugir da polícia, teve vida dupla como padre e marido de uma jovem inocente e, finalmente, viu-se obrigado a deixar a Espanha para evitar a cadeia ou o cadafalso. Junto com missionários jesuítas, partiu para Buenos Aires, e foi ali que começou a tramar seus funestos desígnios”. O livro, que chegou a ser comentado pelo filósofo Voltaire e publicado em quatro idiomas à época, provou-se falso

[06/02/2018 08:00:00]