Livro (realmente) de bolso
PublishNews, Leonardo Neto, 15/12/2014
Tecnologia holandesa busca editora parceira no Brasil para produção de livros de bolso

Livros em formato de bolso não são nenhuma novidade na indústria editorial e livreira, mas uma nova tecnologia, que está chegando agora ao Brasil, promete revolucionar essa história. É o formato flipback, criado pela empresa holandesa Royal Jongbloed e representada por aqui pela Vikings of Brazil. A tecnologia permite colocar todo o conteúdo de um livro standard em um formato realmente pequeno e leve. De tão inovador, o jornal britânico The Guardian brincou ao dizer que o formato representa ameaça de morte ao Kindle, pela facilidade de manuseio e pelo tamanho. O segredo está no uso do papel bíblia, de gramatura muito menor do que o usado em formatos tradicionais, na eliminação das margens e, finalmente, pela disposição do texto, impresso na orientação “paisagem”. “É possível comercializar esse tipo de livros por volta de 30-40% mais barato do que os livros ‘normais’”, garante Pasi Loman, representante da tecnologia no Brasil. “Os consumidores economizam bastante e, ao mesmo tempo, editoras e livrarias podem ter uma margem de lucro muito atraente”, conclui Loman, que está à procura de uma editora brasileira que tope começar a produzir o formato no Brasil.

Os livros são impressos nas gráficas da Royal Jongbloed, na Holanda, que desenvolveram a tecnologia de impressão adequada. Ao ser questionado sobre as questões de logísticas, Loman observa que, pelo formato (8 x 12cm, 1/6 do tamanho de um livro tradicional) e pelo peso (145 g), o flipback tem transporte facilitado. O preço final de venda ao consumidor, segundo estimativas do representante, deve girar em torno de R$ 24,99, já considerando o frete de envio da Holanda par o Brasil, mas ele alerta que esse preço varia de acordo com o título.

Para Loman, ao contrário do que apontou o The Guardian, o flipback não quer matar ou eliminar o Kindle ou qualquer outro leitor digital, mas ocupar uma brecha de mercado.  “Em um país como o Brasil, onde há milhões de pessoas que ainda não leem livros, acho bom que as editoras se concentrem um pouco mais nos livros físicos. Não acho que as pessoas vão pular facilmente para e-books sem antes adquirir o hábito de ler livros físicos”, argumentou.

O flipback já está presente em cinco territórios, além da Holanda (onde é chamado de Dwarsligger): França (com o nome de PointDeux), Suécia (Excess), Russia, Finlândia e Itália. Na Holanda, o produto foi lançado em setembro de 2009 e, em setembro de 2012, alcançou a marca de um milhão de exemplares vendidos e 350 títulos lançados. O enfoque é em pontos de vendas pouco tradicionais, como supermercados, eventos e até em agências de recrutamento. A editora que quiser ser parceira da Royal Jongbloed no Brasil na produção e comercialização dos livros em formato flipback deverá lançar, de cara, no mínimo dez títulos, segundo informou Pasi.  

 

[15/12/2014 01:00:00]
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