Para William Empson, a consciência do poeta moderno é palco do interminável embate entre contrários que se atraem e se repelem: a poesia é o reduto definitivo da ambiguidade. O uso do punhal (Escrituras, 96 pp., R$ 30), de Álvaro Alves de Faria, se prestaria a que o crítico norte-americano reforçasse a sua tese. Faria é um dos nomes mais significativos da Geração 60 de Poetas de São Paulo e autor de mais de 50 livros nos gêneros novela, romance, ensaio literário, teatro e poesia. Há 15 anos dedica-se à poesia de Portugal, país onde tem 11 livros publicados.






