O segundo dia do 3º Congresso CBL do Livro Digital começou com alertas e declarações enfáticas. Bill McCoy, presidente do International Digitial Publishing Forum (entidade internacional que supervisiona a adoção de padrões para o livro digital), mostrou como os e-books ainda têm muito a evoluir.
Os dispositivos como tablets e smartphones, junto com o desenvolvimento do HTML5 e do ePub3 (que é baseado na versão mais recente do HTML) enquanto padrões para a criação de e-books, permitirão mais recursos visuais e ferramentas de leitura – por exemplo as ferramentas típicas de rede social aplicadas aos livros. O desafio do editor é descobrir justamente como usar esses recursos e qual a melhor forma de entregar o conteúdo, num mar de possibilidades. E defendeu que os editores trabalhem com sistemas abertos.
Em seguida, o gaúcho Eduardo Melo, fundador da Simplíssimo, monopolizou a atenção da plateia com bom humor e falas incisivas (“No Rio Grande do Sul, nós não somos grossos, somos enfáticos”, brincou). Ele alertou os editores para a falta de qualificação existente hoje para a produção de e-books no país, e bateu muitas vezes na tecla da qualidade – do conteúdo e de sua apresentação.
Para ele, a qualidade deve ser condição sine qua non, mesmo que os livros digitais ainda não vendam em grande quantidade no Brasil. “Fazer [e-books] mal feito só porque não vende mesmo...não dá. E se vocês editores não fizerem e-books, alguém vai fazer por vocês. E tem muito pirata fazendo”, disse. Ele ressaltou o problema da pirataria, abordando casos recentes, e sugeriu que as editoras se unam para combater a prática de maneira mais efetiva.






