Em meio a uma feira onde as editoras participantes demonstram pouca preocupação com o e-book, teve início a conferência focada em publicações digitais Tools of Change for Publishing (TOC), hoje pela manhã, na cidade de Buenos Aires, como parte das atividades da Feira do Livro da capital argentina.
O evento, realizado pela primeira vez na América Latina, começou com o alerta de George Slowik Jr., sócio da Publishers Weekly: “se vocês não fizerem [e-books], alguém vai fazer”. E seguiu com a fala de Rüdiger Wischenbart, consultor de produtos culturais, que deu um panorama sobre o mercado de livros na Europa: queda de um dígito nas vendas de livros físicos nos principais mercados (Reino Unido, Alemanha e França) e muita dúvida sobre como encarar diferentes assuntos: e-readers que não funcionam em certos territórios, livros que na internet concorrem com itens dos mais diversos, de livros a roupas, e as plataformas de venda que fazem de tudo – de vender ou emprestar e-books até publicá-los, como faz a Amazon – e provocam “uma grande confusão”.
Sediado no centro La Rural, o mesmo local onde a feira do livro ocupa 45 mil m2, o TOC reúne cerca de 120 participantes pagantes, que até o fim do dia vão assistir a palestras e mesas sobre questões latentes do mundo digital.
O curioso é que, fora do salão onde acontece o TOC, boa parte das editoras que estão expondo seus livros para o público no La Rural, majoritariamente sediadas na Argentina, parecem não sentir nenhuma urgência para digitalizar suas publicações. No mercado argentino, além da inexistência de uma base de dispositivos de leitura e da pouca oferta de e-books, prevalece uma barreira importante, que são os baixos índices de comércio eletrônico.
O TOC é realizado pela O’Reilly e pela Feira do Livro de Frankfurt e pela Feira do Livro de Buenos Aires. O PublishNews apoia a conferência.






