Duas mesas, duas gerações. Foi assim o primeiro dia da 3ª Tarrafa Literária, em Santos. Primeiro, o “Jornalismo de guerra”, com Adriana Carranca, do Estadão, e Sérgio Dávila, da Folha. Os dois conversaram com Gustavo Klein, que também é jornalista, no A Tribuna, de Santos. Para Adriana, escrever sobre a guerra, estar na zona de conflito, a faz sentir-se parte de algo maior, parte da humanidade. Não é apenas relatar um fato, é vivê-lo. A tônica dessa mesa foi a realidade vivida, as dificuldades, os medos e a satisfação de sentir o dever cumprido, em contraste com um sentimento simultâneo de que: “há tanto mais pra fazer...” quando se volta pra casa. Na segunda mesa, os veteranos José Hamilton Ribeiro e José Carlos Marão conversaram com Jorge Oliveira, editor chefe da TV Tribuna, sobre o “Jornalismo em revista”. Os dois veteranos jornalistas encheram a alma dos ouvintes com histórias reais, divertidas, curiosas e inteligentes, de um jornalismo muito diferente do que se faz hoje. Marão contou que nos tempos da revista Realidade eles gastavam uma semana inteira pra escrever uma matéria. E já faziam, 40 anos atrás, o jornalismo literário de que tanto se fala hoje. Marão comentou sobre o trabalho na revista: “O objetivo era escrever um texto perfeito. Se o editor quisesse mudar uma palavra era a morte!” Zé Hamilton e Marão são os autores de Realidade re-vista. Se curte fotos, confira o álbum atualizado de fotos da Tarrafa.






